14/05/2008...10:52

“deriva genética”

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IHU

14/5/2008

Genes e seleção – tudo pode mudar

Valério Sbordoni, biólogo evolucionista da universidade Tor Vergata, de Roma, em entrevista publicada pelo jornal La Repubblica, 23-04-2008, explica a rapidez da evolução da lagartixa numa ilhota croata em apenas trinta anos.

Como se explica o fato de que numa ilhota, em trina anos, a evolução possa avançar a passos tão velozes?

As ilhas sempre foram um laboratório natural para o estudo da evolução. Nelas, de fato, há dois fatores que podem acelerar a evolução de um ser vivo, como em nenhum outro lugar: o primeiro está ligado ao fato de um animal poder desfrutar de novos nichos ecológicos, que lhe permitem, por exemplo, de ter à sua disposição novas possibilidades alimentares. O segundo está, ao invés, ligado ao pequeno número de indivíduos que compõem a população.

O que significa que, sendo menor o número de indivíduos, seja mais fácil oservar a evolução que ocorre para se adaptar às condições ambientais?

É assim, e isto graças à “deriva genética”. Para entender este fenômeno, é preciso retornar à população originária das lagartixas, dos quais foram retirados os indivíduos cobaias, que era composta de milhares de indivíduos, cada um dos quais com uma pequena variação genética em relação aos outros. Tomando por acaso um número reduzido de lagartixas, foram excluídas de saída certas diferenças genéticas, dando prevalência aquelas do grupo selecionado. Isto levou a uma diferenciação muito veloz do pequeno grupo introduzido na ilha. A seleção natural fez depois a sua parte.

Isto também poderia acontecer à espécie humana?

Já aconteceu, lá onde poucos indivíduos colonizaram uma ilha, permanecendo por muito tempo isolados do resto da humanidade. Com certa distância de tempo se observam características morfológicas de seu corpo que as caracteriza de modo unívoco.